Trump e o Grande Embuste do Proteccionismo
Fui reler o que dizem os mestres Hayek, Friedman, Rothbard e Mises sobre as tarifas alfandegárias e, como sempre, a realidade não podia ser mais evidente: as taxas sobre trocas comerciais são um absurdo económico, um entrave à prosperidade e uma forma particularmente perversa de roubo estatal. Mas, claro, nada disto é novidade. O proteccionismo, esse fetiche dos políticos e dos burocratas, sobrevive não porque tenha qualquer mérito económico, mas porque serve os interesses de quem governa e dos grupos que vivem à custa do Estado. O mecanismo é sempre o mesmo. O governo, na sua infinita sabedoria, decide que deve “proteger” a indústria nacional e impõe tarifas sobre produtos importados. Diz que defende os empregos, a soberania económica e a impedir que o país fique refém de potências estrangeiras. O que realmente faz, porém, é encarecer tudo o que os cidadãos compram, reduzindo a concorrência e garantindo que os amigos do regime continuam a prosperar sem terem de competir. E quem paga...